Tecnologia realiza pesquisas de preços nas gôndolas em segundos via app

Atuando dentro do conceito de economia compartilhada, Price Survey fornece resultados em segundos, com leitura do código de barras do produto, foto da gôndola e geolocalização do ponto de venda.

Com inteligência artificial, algoritmos, geoprocessamento e time de pessoas em campo, startup inova em pesquisas de preços

Um levantamento de preços rápido, agregando informações como share de gôndola de cada loja, de forma quase instantânea e segura. É tudo o que as indústrias e redes de varejo precisam para a tomada de decisões, das mais pontuais às estratégicas. Pois a combinação entre tecnologia de ponta e atuação de amplo time de pessoas em campo tem proporcionado ao mercado a obtenção desses resultados imediatos, e o que é melhor: absolutamente confiáveis.

É o que explica o consultor Maycon Andrade, fundador e CEO de uma startup de pesquisas de preço e promoção em pontos de venda, a Price Survey. Com sede em Belo Horizonte e unidade em São Paulo, a Price está levando seu processo para sete países e, dentro do Brasil, expandindo a contratação de “pricers”, como são chamados os colaboradores que exercem a função de pesquisadores.

A tecnologia envolvida é a da mais elementar – um aparelho de celular nas mãos do “pricer” – até sistemas mais sofisticados de geoprocessamento, algoritmos de reconhecimento de imagens e inteligência artificial, conforme ressalta Andrade. Atualmente, 42 corporações, de diferentes segmentos, têm contrato com a Price Survey para a realização de pesquisas de mercado.

Em linhas gerais, funciona assim: em campo, o pesquisador faz a leitura do código de barras do produto, tira uma foto da etiqueta de preços na gôndola e, outra, em ângulo mais aberto, que mostra a disponibilidade dos produtos na gôndola. Diante disso, e com o geoprocessamento, são obtidos e enviados preço da mercadoria, localização (endereço da loja) e imagem da disponibilidade do produto em gôndola (share de gôndola).

Algoritmos e inteligência artificial fazem com que o contratante da pesquisa tenha informações precisas sobre valores de venda dos produtos, posicionamento e quantidade de frentes nas prateleiras. Tudo de forma instantânea e confiável, uma vez que o geoprocessamento e as imagens servem como meio de identificação e comprovação da pesquisa realizada.

“Em uma triangulação celular, envio de dados para nuvem e disponibilidade em dashboard [painel], o resultado da pesquisa sai em 20 segundos. Mas tão importante quanto a velocidade é a credibilidade da pesquisa, porque damos a localização [do ponto de venda] e a imagem de onde está exposto o produto. Ou seja, todas informações fundamentais para a empresa saber como está o desempenho de suas vendas e tomar decisões, e melhor, informações auditáveis”, explica o CEO da Price Survey.

Além de representar um salto em relação ao método tradicional de anotação dos dados em formulário e compilação posterior, o novo processo atende aos princípios da economia compartilhada. Afinal, assinala Andrade, não se trata apenas de trocar a prancheta e o papel por ferramentas tecnológicas, mas sim envolver o tripé pessoas-processos-produtos.

“Pessoas, porque é fundamental o papel dos ‘pricers’, que têm flexibilidade para exercer sua jornada conforme sua disponibilidade. Processos, que envolvem método e agenciamento de tecnologias para coleta e processamento dos dados; e produto, que é a pesquisa, com velocidade, credibilidade e padronização”, detalha o fundador da startup.

A Price Survey nasceu em 2016, inicialmente como fornecedora de software para indústria e varejo. Migrou para o modelo de economia compartilhada em 2017, quando passou a ser apelidada de “Uber das pesquisas”. A startup conta com 211 mil cadastros de pricers em 2,2 mil cidades do Brasil, Estados Unidos e Chile.

Em julho, a startup mineira fechou contrato de um ano com uma multinacional do segmento de bebidas para realizar pesquisa em sete países: Seattle, Chicago e Nova Iorque (Estados Unidos), Londres (Reino Unido), Berlim (Alemanha), Singapura e Xangai (China), Tel Aviv (Israel) e Santiago (Chile).

Mais sobre a Price Survey em: https://www.pricesurvey.io/.

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